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sábado, 7 de junho de 2014

NOVA CRUZ - RIO GRANDE DO NORTE

Era início do século XVI quando surgiu um núcleo populacional às margens do rio Curimataú, resultado da instalação de uma hospedaria pertencente aos primeiros moradores que ali chegaram. Essa hospedaria destinava-se ao descanso dos boiadeiros, vindos da Paraíba e de Pernambuco, quando passavam pela região com seus rebanhos. O crescimento da povoação foi aumentando, quando foram fixadas moradias por muitos boiadeiros que por ali passavam.

No início o povoado foi chamado de Urtigal, devido à quantidade de urtigas existentes no local, segundo historiadores. Logo depois seu nome foi mudado para Anta Esfolada, em virtude de alguns fatos ocorridos na localidade, contados pelo historiador Manoel Dantas, que diz:

“Existia no território uma anta com espírito maligno. Em determinado dia um astuto caçador conseguiu prender o animal numa armadilha. Na ânsia de tirar o feitiço da anta, o caçador partiu para esfolar o animal vivo. Mas logo no primeiro talho a anta conseguiu escapar, deixando para trás sua pele e penetrando mata adentro".

Tornando-se o terror daquelas paragens e sem que o povoado conhecesse outra denominação, continuava sendo chamado de Anta Esfolada, até que um missionário conhecedor de artes diabólicas e exorcismo, percebendo que o demônio fazia mal àquela terra, através do corpo da anta, adquiriu galhos de inharé vindos de Santa Cruz, fez uma cruz e fincou no ponto mais alto da vereda por onde o animal costumava passar. O animal não mais apareceu e o povoado foi denominado definitivamente de Nova Cruz, e no dia 15 de março de 1852, pela Lei Provincial nº 245, foi criado o município de Nova Cruz, que só recebeu foros de cidade em 3 de dezembro de 1919.

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural novacruzense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato. Algumas dessas exposições ocorrem na Casa da Cultura. Nova Cruz realiza uma diversa quantidade de eventos todos os anos. Entre eles, destacam-se a festa de São Sebastião; a festa de Nossa Senhora da Piedade; a festa de São Pedro; a festa de emancipação política; a festa da Imaculada Conceição (padroeira municipal) e a festa de Santa Luzia.

Casa da Cultura

A Casa da Cultura de Nova Cruz está instalada no prédio onde funcionava a estação ferroviária. Esta estação, por sua vez, tem um significado muito grande para o município, pois foi nela que os novacruzenses, por décadas, embarcaram e desembarcaram dos trens que cortavam o estado e outros estados vizinhos. O prédio fora construído em fins do século XIX, aproximadamente em 1883, e sua arquitetura segue o padrão das demais estações ferroviárias, largamente aplicadas pelos ingleses ainda no tempo da antiga Great Western. Na programação da Casa de Cultura estão incluídas exposições de artes plásticas de artistas locais, cursos de danças folclóricas, apresentação de repentistas e outras atividades culturais que falam das raízes dos novacruzenses e da Região Agreste.

Praça do Marco Zero

A Praça do Marco Zero está construída no local onde foi fundada a cidade de Nova Cruz, em meados de 1852. Diz a lenda que foi neste local que o Frei Serafim de Catania fincou uma cruz feita com galhos de inharé, planta muito comum na região, para espantar uma anta esfolada que vivia aterrorizando os habitantes do lugarejo. Fincada a cruz a anta nunca mais apareceu e, a partir dessa dada, o local passou a se chamar Nova Cruz.

Igreja Matriz

Construída no início do século XX, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é um prédio imponente, como suas colunas interiores que lembram colunas góticas e seu altar-mor, abrigando a virgem da Conceição ao centro, provoca a admiração de todos os fiéis. Além do seu valor arquitetônico, essa igreja tem o seu valor sentimental, pois foi nela que a grande maioria dos novacruzenses realizaram seu batismo, crisma, sua primeira comunhão e o matrimônio.

Feriados

Segundo a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN), em Nova Cruz há quatro feriados municipais, oito feriados nacionais e três pontos facultativos. Os feriados municipais são: o dia de São Sebastião, 20 de janeiro; o dia de emancipação política de Nova Cruz, comemorado no dia 3 de dezembro; o dia da padroeira Nossa Senhora da Conceição, comemorado em 8 de dezembro e o dia de Santa Luzia, que é comemorado em 13 de dezembro. De acordo com a lei federal n.º 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais, já incluída a Sexta-Feira Santa.






DJALMA MARINHO


Filho de Nestor Marinho e Amélia Aranha Marinho. Ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco em 1928 e ainda como estudante foi promotor público adjunto nos municípios potiguares de Ceará-Mirim e Macaíba graduando-se em 1932. Nomeado funcionário do Tribunal Regional Eleitoral em 1933 foi ainda consultor jurídico da Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional em Natal, procurador da Fazenda Nacional e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Estreou na política em outubro de 1934 ao eleger-se deputado estadual pelo Rio Grande do Norte, entretanto seu mandato foi extinto quando Getúlio Vargas implantou o Estado Novo em 1937. De volta à advocacia trabalhou para a Panair do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial.
 
Com o fim do conflito e a subsequente redemocratização do país após a queda de Getúlio Vargas, filiou-se à UDN e foi eleito primeiro suplente de deputado federal em 1945 e deputado estadual pelo Rio Grande do Norte em 1947. Novamente suplente de deputado federal em 1950, chegou a exercer o mandato por meio de convocação e foi eleito para a Câmara dos Deputados em 1954 e 1958. Derrotado por Aluizio Alves na disputa pelo governo potiguar em 1960, conquistou um novo mandato em 1962 e filiou-se à ARENA quando o Regime Militar de 1964 impôs o bipartidarismo por meio do Ato Institucional Número Dois reelegendo-se em 1966.

Contrário ao pedido do governo militar para processar o deputado Márcio Moreira Alves junto ao Supremo Tribunal Federal, renunciou à presidência da Comissão de Constituição e Justiça em dezembro de 1968 quando declarou, inspirado em Calderón de La Barca: "Ao rei tudo, menos a honra". Dias depois o presidente Costa e Silva baixou o Ato Institucional Número Cinco e iniciou o fechamento do regime. Foi reeleito deputado federal em 1970.Em 1974 foi candidato a senador pela ARENA num pleito onde a vitória coube ao candidato do MDB, Agenor Maria. Ao despedir-se do parlamento após cinco mandatos consecutivos trabalhou no escritório de advocacia de Dario de Almeida Magalhães e na Fundação Milton Campos, órgão arenista. Eleito deputado federal em 1978 posicionou-se a favor da Lei da Anistia e ingressou no PDS com a reforma partidária do governo João Figueiredo. Seu último ato político foi a candidatura a presidência da Câmara dos Deputados em 1981 numa dissidência apoiada por parlamentares de oposição sendo derrotado por Nelson Marchezan.Faleceu em Natal vítima de edema pulmonar.Sua cadeira no parlamento foi ocupada sucessivamente por Ulisses Potiguar, afastado por um mandado de segurança, e Ronaldo Dias. Avô do deputado federal Rogério Marinho.


Djalma Marinho
Deputado estadual  Rio Grande do Norte
Mandato 1935-1937, 1947-1951
Deputado federal  Rio Grande do Norte
Mandato 1955-1975, 1979-1981
Vida
Nascimento 30 de junho de 1908
São José do Campestre, RN
Morte 26 de dezembro de 1981 (73 anos)
Natal, RN
Dados pessoais
Alma mater Universidade Federal de Pernambuco
Cônjuge Celina Marinho
Partido UDN, ARENA, PDS
Profissão advogado, professor